Na sede da mitológica empresa Berkshire Hathaway, o Presidente do Instituto de Estudos Empresariais Leonardo Fração participou de encontro com o mega investidor Warren Buffett – e sproveitou para convidá-lo para o 23º Fórum da Liberdade, em abril, na Capital.
IEE faz 25 anos com 170 empresários filiados
Conhecido internacionalmente pela realização do Fórum da Liberdade, o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) completa 25 anos no dia 5 de dezembro. Fundado por 20 integrantes em 1984, em Porto Alegre, o IEE congrega hoje 170 jovens empresários com idade entre 20 e 35 anos, que atuam nos mais variados segmentos da economia. “A entidade nasceu baseada na busca da liberdade institucional e no respeito à propriedade privada e ao estado de Direito. Os mesmos princípios são seguidos até hoje”, enfatiza o atual presidente, Leonardo Fração. O instituto congrega, ainda, associados nas cidades de Belo Horizonte e São Paulo.
Em 2010, o Fórum da Liberdade – que chegará a sua 23ª edição – ocorrerá nos dias 12 e 13 de abril, no Centro de Eventos da PUCRS. “Estaremos focados em seis grandes temas para entender o mundo”, adiantou Fração. Entre os assuntos debatidos pelos participantes estarão a importação do capitalismo, dificuldades do socialismo e perigos do intervencionismo.
Fonte: Correio do Povo
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A partir desta semana, Leonardo Fração, presidente do IEE, espera começar a receber a confirmação dos convidados, entre os quais Heliodoro Matte, o homem mais rico do Chile que acabou de comprar a unidade da Fibria em Guaíba, o presidente mundial da Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, e o ex-presidente Fernando Henrique.
– O fórum é a forma de apresentarmos para a sociedade pontos-chaves como respeito à liberdade individual, à propriedade privada e ao estado de direito – diz o presidente do IEE, fazendo referência ao fato de que muitas das ações da instituição são restritas aos seus 200 associados, como seminários que ajudam na formação dos jovens.
Fonte: ZeroHora.com
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Ainda há alguns meses pela frente, mas a 23ª edição do Fórum da Liberdade já concentra boa parte do tempo do presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Leonardo Fração (foto). Seis temas para entender o mundo será o ponto principal dos debates nos dias 12 e 13 de abril de 2010, na Capital. Capitalismo, socialismo, intervencionismo, inflação, investimentos estrangeiros e política estarão na pauta.
Fonte: ZeroHora.com
“A Cultura da Liberdade”: o Fórum da Liberdade em Porto Alegre, Brasil
Em Porto Alegre não havia nem sinal de uma contrariedade liberal frente à crise financeira e econômica internacional. Em vez disto, se tratou de questões como a criação de uma ‘Cultura da Liberdade’ e se mostrou os déficits que criam resistência a uma ‘Cultura da Liberdade’.
Há 22 anos o Instituto de Estudos Empresariais – IEE realiza no Brasil no mês de abril o Fórum da Liberdade. O evento é realizado na Pontifícia Universidade Católica – PUC de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul. Contando com a presença de 4000 participantes, entre estudantes, um grande número de palestrantes brasileiros e estrangeiros de diversos setores da política, economia, ciências e da mídia, assim como uma grande repercussão na televisão e nos jornais, este deve ser um dos maiores eventos liberais do mundo.
Em Porto Alegre não havia nem sinal de uma contrariedade liberal frente à crise financeira e econômica internacional. Em vez disto, se tratou de questões como a criação de uma “Cultura da Liberdade” e se mostrou os déficits que criam resistência a uma “Cultura da Liberdade”.
Para tanto, foi debatido um tema especialmente polêmico da política interna brasileira: as cotas para afro-brasileiros e mestiços são necessárias nas universidades públicas? Isto quer a esquerda brasileira que governa o país a nível federal e assim, neste ano, pela primeira vez na história do país, as pessoas serão separadas pela cor da pele, se quiserem estudar; e isto em um país no qual se é quase impossível reconhecer quem pertence a qual grupo. A resposta dos liberais a esta inversão de uma discriminação racial é clara: não é com cotas que se vai resolver o problema de grupos da população que ainda se beneficiam pouco demais da prosperidade econômica no Brasil. Muito mais decisivo é um bom sistema de educação, que possibilite a competitividade, e uma sociedade aberta e livre. Porém, exatamente isto é impedido pelos partidos de esquerda. Eles abandonaram por muitos anos o sistema de educação e cobriram o país com inúmeras medidas burocráticas que tornam o caminho para o crescimento mais difícil especialmente aos mais pobres.
Também houve pontos de vista controversos nos temas „Liberdade e Intervenções” e “Liberdade e Protecionismo” para o qual foi convidado Otto Guevara Guth, o presidente da rede liberal latino-americana RELIAL (Red Liberal de América Latina) e diretor do partido costarriquense „Movimento Libertário“. No tema “Imprensa e Liberdade de Expressão” foram esclarecidas algumas possíveis limitações da liberdade sob três pontos de vista: de uma editora de revista, legal e político. Reinou vasto consenso no tocante à importância da liberdade de imprensa e de opinião. Consequentemente, as ocasionais manobras do governo brasileiro para dominar a imprensa quando ela faz relatos muito críticos gera, por unanimidade, grande desconfiança. As opiniões divergiam somente em relação a uma definição de limites étnicos quando da publicação de informações pessoais.
Tanto Vicente Fox, o ex-presidente do México, quanto Salim Mattar, o fundador da grande locadora brasileira de veículos “Localiza”, mencionaram nas palavras de boas-vindas e de encerramento do XXII. Fórum da Liberdade com o tema „Cultura da Liberdade“ a atual crise bancária e financeira. Nenhum dos dois poupou os – com toda razão – odiados banqueiros, mas ambos mostraram também a responsabilidade dos governos nas falhas nos desenvolvimentos e alertaram para o perigo da utilização da crise como ocasião para o retorno de modelos de economia conduzidos. Segundo Fox, não é por causa de uma fase de fraqueza no capitalismo que o socialismo vai se tornar mais bem sucedido ou mais livre.
Mais informações sobre o Fórum da Liberdade deste ano podem ser encontradas em português e em inglês na website: www.forumdaliberdade.com.br
Mas não somente o Fórum da Liberdade é de grande interesse dos liberais. Os eventos que aconteceram paralelamente se tornam cada vez mais importantes.
Na noite seguinte ao encerramento do Fórum da Liberdade a Friedrich-Naumann-Stiftung für die Freiheit no Brasil realizou em cooperação com o IEE, um ciclo de palestras e debates com dois dos palestrantes do Fórum. Mais de 40 participantes, entre eles membros do IEE e lideranças escolhidas da política e da mídia, debateram acaloradamente o tema “Liberdade” com os palestrantes Otto Guevara Guth e Charles Murray do “American Enterprise Institute”.
Neste ano, antes do Fórum da Liberdade, a instituição ordemlivre.org, do Rio de Janeiro, que é o braço brasileiro do americano CATO-Institut, realizou um evento de palestras de dois dias sobre o tema: “Estratégias para a Liberdade“, do qual participou também o diretor da Fundação Friedrich Naumann no Brasil, Rainer Erkens. O evento deu a oportunidade a representantes de 20 organizações liberais brasileiras para discutir questões da política do país e montar uma rede de contatos. Um dos palestrantes principais foi Tom Palmer, do “Atlas Global Initiative for Free Trade, Peace, and Prosperity”. Ele alertou urgentemente para a tendência no novo governo americano e do partido que obtém a maioria das cadeiras no Congresso americano de utilizar a crise como desculpa para colocar em prática mudanças que significam menos liberdade e que vão enfraquecer o mercado, para a desvantagem dos contribuintes e dos consumidores.
Um outro ponto forte do evento foi a palestra do cientista político brasileiro Alberto Carlos Almeida, do “Instituto Análise” de São Paulo. Utilizando dados empíricos, ele comprovou quais elementos na sociedade brasileira geram uma oposição especial ao pensamento liberal. Para ele são, sobretudo, o forte papel da família, a importância de grupos religiosos – que na sua maioria são conservadores -, o poder de grupos bem organizados que são orientados à manutenção dos próprios privilégios e a crença cega de muitos brasileiros no Estado – que no entanto sempre volta a falhar. Almeida demonstrou também que a sintonização com a liberdade está relacionada, acima de tudo, ao nível de educação e ao poder aquisitivo de cada brasileiro. Quanto menor cada um dos dois, tanto mais o cidadão coloca-se como inimigo da liberdade. Por isto, reformas no sistema de educação e uma continuidade do crescimento econômico, que agora realmente foi interrompido, são essenciais para o fortalecimento dos liberais no Brasil.
Os liberais ainda têm muito o que fazer no Brasil. Os eventos em Porto Alegre deixaram claro também a força e a múltipla criatividade do movimento liberal no país e contribuíram assim consideravelmente para a motivação dos participantes.
Fonte: RELIAL – Red Liberal de América Latina
O capitalismo é a fonte da riqueza, da prosperidade e do bem-estar
Durante a realização da última reunião da cúpula do G-20, vimos grupos de protesto exibindo cartazes declarando a morte do capitalismo e a exigência de que seja substituído por outro sistema que seja “mais justo”.
Não existe sistema mais justo que o capitalismo!
Explicarei:
O capitalismo, no presente momento, tern sofrido inúmeras críticas, por diversos atores, devido à atual crise mundial.
A destruição de riqueza pela atual crise deve ser colocada no contexto e comparada com a enorme criação de riqueza e melhora do bem-estar durante as três décadas passadas.
Observa-se, em todo o mundo, uma clara correlação entre liberdade econômica e a prosperidade dos povos, sendo que os países mais capitalistas têrn maior renda per capita e, por consequência, melhor qualidade e maior expectativa de vida.
Graças ao capitalismo e sua geração de riqueza e prosperidade, a saúde global medida pela expectativa de vida também aumentou rapidamente, especialmente naqueles países que mais se desenvolveram devido à liberdade de empreender.
Pelas lições da história, jamais existiu sistema que produza e distribua mais riqueza do que o capitalismo, principalmente quando deixado funcionar adequadamente através do livre mercado.
O produto doméstico bruto mundial cresceu cerca de 145% nos 27 anos, de 1980 a 2007, ou a uma média de cerca de 3,4% ao ano. A assim chamada “ganância capitalista” que motivou homens de negócios e trabalhadores ambiciosos, ajudou centenas de milhões de pessoas a sair dos grilhões da pobreza.
O papel do capitalismo na criação de riqueza ensejou também, de forma exemplar, clara e inequívoca, o rápido crescimento da renda dos chineses e indianos, depois que eles introduziram reformas baseadas na economia de mercado.
A China, no final dos anos 1970, e a Índia em 1991.
Naturalmente, junto com a glória de décadas de sucesso, o desempenho do capitalismo deve incluir esta crise e outras anteriores.
Mesmo que esta crise seja inteiramente considerada como culpa do capitalismo, ou que ele mereça uma considerável parte da culpa, as perdas induzidas pelas recessões são insignificantes em comparação com as grandes conquistas do capitalismo nas décadas anteriores.
Analisemos, por exemplo, uma suposição pessimista em que a atual crise se converta em uma depressão, onde o PIS mundial tenha uma retração de 10%.
Entâo, o crescimento líquido do PIB mundial, de 1980 a 2010, seria de 120%, ou aproximadamente 2,7% ao ano neste período de 30 anos. Isto ainda permitiria a renda real per capita aumentar em quase 40%, embora a população mundial crescesse aproximadamente 1,6% ao ano no mesmo período.
Não há como deixar de considerar as realizações do capitalismo!
A produção, o emprego e os ganhos foram prejudicados pela crise e piorarão antes que melhorem.
Todavia, até os grandes declínios representam pausas no progresso de longo prazo se conservarmos os fundamentos necessários para o crescimento de longo prazo. Este crescimento vai depender dos investimentos de capital, em pessoas, ou capital humano, e na produção de conhecimento novo.
Isto necessita de um ambiente econômico estável. A incerteza sobre o alcance da regulação que os governos, neste momento de desespero, pretendem fazer, provavelmente, terá a conseqüência não intencional de tornar aqueles investimentos mais arriscados.
A ausência de prosperidade nos países não capitalistas da América Latina, da África e outros, por falta de educação e de liberdade econômica, mostra que a falta de capitalismo, que depende substancialmente destes dois fatores, impede estes países de produzir e distribuir riqueza no nível dos paises capitalistas.
Os governos não devem, assim, dificultar que mercados que foram impedidos de proporcionar crescimento rápido às economias pobres da América Latina, África e de outras regiões, por meio do protecionismo, tenham participação limitada na economia global.
No artigo “A importância da Liberdade”, de James A. Dorn, Vice-presidente para assuntos acadêmicos do Cato Institute e professor de Economia da Towson University em Maryland – EUA, o autor mostra que “Aquelas nações que fracassaram na adoção da liberdade como o princípio primordial, também fracassaram em perceber os benefícios da liberdade. Elas ignoraram a grande idéia liberal, articulada em ‘A Lei’ por Frédéric Bastiat em meados do seculo XIX, de que “a solução do problema social está na Iiberdade.”
Por “problema social” Bastiat referia-se ao problema de coordenação que confronta todas as sociedades – isto é, o problema de satisfazer os desejos das pessoas por bens ou serviços sem planejamento central.
A beleza do sistema de mercado, baseado nos direitos de propriedade privada e liberdade de contrato, e que permite que os indivíduos conti¬nuamente se ajustem às novas informações sobre desejos, recursos e tecnologia, e que se engajem em trocas mutuamente benéficas.
A liberdade econômica amplia o leque de escolhas e, portanto, a riqueza das nações. Os países com maior liberdade econômica têm um padrão de vida mais alto do que aqueles que têm menos liberdade.
Alem disso, os paises que se liberalizaram mais rapidamente – segundo foi medido pelo índice de liberdade econômica – tenderam a um crescimento mais rápido do que os países que fracassaram na liberalização ou que liberalizaram mais lentamente.
Os economistas James Gwartney e Robert Lawson, autores da publicação anual do Fraser Institute, intitulada Economic Freedom of the World, consideram que as diferenças de longo prazo em liberdade econômica explicam aproximadamente dois terços da diferença na renda per capita entre os paises.
“Não é nenhum segredo que os paises que se abriram para as forças do comércio internacional e restringiram o crescimento do governo prosperaram, enquanto os paises que têm um escopo de mercado limitado e governo grande estagnaram.”
Adam Smith compreendeu que o livre comércio não é um jogo de soma zero, mas um jogo que beneficia ambos os parceiros. Escreveu ele em seu livro “A riqueza das nações”: “Cada individuo irá buscar aplicar o seu capital da melhor forma possível, objetivando a própria satisfação.
E, direcionando seus esforços e capital para aquela indústria que produza o maior valor posslvel, ele pretende apenas gerar seu próprio ganho, e nisso ele é guiado por uma “mão invisível” que promove um resultado que não fazia parte de sua intenção.
Cada um buscando satisfazer os próprios interesses, o resultado final acaba sendo benéfico para a grande maioria.” Então, podemos concluir que através da “mão invisível” da economia, cada um irá investir no negócio onde possa ter os melhores retornos, onde exista vantagem comparativa e o resultado geral tende a ser maior.
A lógica serve para derrubar também os argumentos dos defensores de um grande planejamento central, que deposita numa suposta clarividência de poucos o destino da nação.
Quando a “mão visivel” do Estado prejudica o funcionamento da “mão invisível” do livre mercado, o progresso acaba comprometido.
Hayek argumenta que o cálculo econômico para o uso racional dos recursos disponlveis não é viável em uma economia com planejamento central, ou- seja, socialista. As informações e o conhecimento existentes na sociedade estão dispersos entre os milhões de indivíduos.
Como esse conhecimento será utilizado é uma questão fundamental para a eficiência do sistema econômico. O arbitrador que ganha com essas assimetrias de conhecimento, através dos diferentes preços praticados, exerce uma função essencial para o funcionamento econômico.
A idéia de que a assimetria de informações impede a livre concorrência é totalmente falsa, já que nem mesmo faria sentido falar em concorrência real caso houvesse perfeita simetria de conhecimento. Um planejamento central com base em estatísticas jamais poderia substituir esses ajustes realizados com base no conhecimento disperso e assimétrico dos indivíduos.
No entanto, os positivistas passaram a acreditar que era possível impor de cima para baixo as decisões de alocação dos recursos disponíveis, ignorando justamente o mecanismo que torna viável e eficiente esta alocação.
E também a competição, que torna possível uma alocação eficiente dos recursos, um processo dinâmico na busca pela satisfação dos desejos e demandas dos consumidores. Estes desejos não podem ser tratados como dados disponíveis e estáticos, pois dependem do valor subjetivo de cada indivíduo, e estão sempre em constante mutação.
A função da competição é justamente nos ensinar quem pode nos servir melhor, e essa resposta nunca é fixa. O problema econômico é o de fazer o melhor uso dos recursos que temos, e não faz sentido falar numa situação hipotética onde um “mercado perfeito” existiria.
E assim se assentaram as bases do capitalismo, que depois da Revolução Industrial proporcionou, aos países que o praticaram, cem anos de constante crescimento econômico, resultando também que até mesmo os trabalhadores, e não somente as classe superiores, tivessem acesso a bens que antes do advento do capitalismo só estavam ao alcance da nobreza.
E o padrão de vida foi se elevando, com benefícios para a população através da melhora da higiene pessoal e doméstica, proporcionando mais saúde e aumentando a longevidade das pessoas nos países que adotaram o capitalismo como forma de produção econômica.
A Irlanda é um caso exemplar de impressionante sucesso das reformas liberais que reduzem a intervenção estatal e aumentam a autonomia individual. A Irlanda, que era um dos mais pobres paises da Europa, ao aderir com vontade ao capitalismo global, obteve enorme crescimento econômico − 6% ao ano entre 1995 e 2006 − aumentando substancialmente a renda dos irlandeses.
A renda per capita da Irlanda atingiu impressionantes US$ 44.500! − uma das mais altas da Europa. O governo irlandês adotou políticas liberais (1) reduzindo a inflação, (2) reduzindo os gastos públicos, (3) facilitando, desburocratizando e promovendo o investimento estrangeiro. Conta ainda com elevado nível de liberdade para os negócios, investimentos e finanças e garante de forma inequívoca os direitos de propriedade privada, que são garantidos por um sistema judiciário de alta qualidade.
O contrário do Brasil, cujo MST, organização criminosa sem personalidade jurídica para permanecer inimputável, invade e destrói propriedades rurais em todo o Brasl, com financiamento ilegal do governo, e o judiciário, quando ordena reintegração de posse, não é obedecido pelos governos estaduais, especialmente no Pará. Este desrespeito à propriedade privada, desvalorizando-a, afasta investimentos e promove a pobreza.
Mudanças regulatórias na Irlanda foram realizadas para facilitar o empreendedorismo. 0 imposto para empresas foi reduzido para apenas 12,5%! As tarifas médias de importação são de apenas 1,7%! 0 governo vendeu sua participação na última estatal do setor financeiro. 0 setor financeiro é totalmente competitivo e aberto aos estrangeiros, onde 115 bancos e instituições disputam o mercado.
Como consequência disso, quatro milhões de habitantes do país desfrutam de uma expectativa de vida de 80 anos e com apenas 5,2% de mortalidade infantil, contra 27,6% no Brasil.
A Irlanda simplesmente resolveu encarar a dura realidade e adotar o capitalismo global como modelo, reduziu o peso do Estado e acolheu o capital estrangeiro. Já os países que não adotaram o capitalismo ficaram sujeitos a sofrer o que Adam Smith descreveu como “a lógica que serve para criticar muitos tipos de intervenção do governo no comércio”, como o protecionismo defendido pelos mercantilistas da época.
Se a produção doméstica pode ser feita tão barata quanto a estrangeira, então a regulação é inútil, e caso não possa, ela será ineficiente.
Abandono do capitalismo
A Grande Depressão dos anos 30 do século passado induziu as pessoas a um maciço abandono mundial do capitalismo, e a uma súbita aproximação do socialismo e do comunismo, que continuou até os anos 60. A Grande Depressão criou também uma crença de que o futuro está na administração da economia pelo governo, não em mercados mais livres.
O resultado foi o crescimento, geralmente lento, durante aquelas décadas, na maior parte do mundo menos desenvolvido, inclusive na China, nas nações do bloco soviético, na Índia e na África. Isto leva os governos a uma visão comum, mas equivocada, até entre muitos defensores do livre mercado, que é melhor fazer algo para tentar ajudar a economia do que não fazer nada.
A maior parte das intervenções, inclusive as políticas casuais, por sua própria natureza, prejudicam em vez de ajudar, em grande parte acrescentando problemas à incerteza e ao risco, que já são tão acentuados, durante esta recessão.
As reações dos governos demonstraram o perigo que as intervenções destinadas a ajudar podem é exacerbar o problema. E como os governos continuam determinando quantas restrições querem impor aos mercados, especialmente aos mercados financeiros, a destruição de riqueza pela recessão deve ser colocada no contexto e comparada com a enorme criação de riqueza e melhora do bem-estar durante as três décadas passadas.
De acordo com Ludwig von Mises, da Escola Austríaca de Economia, o intervencionismo do Estado no mercado não realiza os seus fins pretendidos. Em vez disso, ele altera o mercado. E aquela distorção precisa de ajuste. O resultado é mais distorção, conduzindo a mais intervenção e à concomitante estagnação causadora, muitas vezes, de falência de negócios.
Uma prova real é a presente crise econômica que assola a economia mundial. O presidente Herbert Hoover, dos Estados Unidos, nos anos 20 do século passado, fez intervenções no mercado, com gastos públicos para tentar aumentar o nivel de emprego causado pela lei federal americana que garantia uma Iinha direta de crédito pelo Tesouro para financiamento da casa própria através de hipotecas, que expandiu imoderadamente o crédito bancário, o que resultou na formação de um verdadeiro castelo de cartas nos investimentos especulativos na Boisa de Nova York, causando a quebra daquela Bolsa em 1929, e levando os Estados Unidos e o mundo à maior depressão econômica da história.
Eleito o presidente Franklin Roosevelt em 1932, este aplicou as idéias do economista inglês Lord John M. Keynes, que recomendavam que o Estado deveria gastar em investimentos para reanimar a atividade econômica reduzida e promover o aumento da taxa de emprego. O Prof. Friedrich Hayek, ex-aluno do Prof. Ludwig von Mises na Escola Austriaca de Economia, e colega de Keynes na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, avisou que os elevados gastos estatais trariam (i) inflação, (ii) nova queda na atividade e (iii) novo surto ainda maior de desemprego.
Tal não ocorreu logo porque estourou a segunda Guerra mundial, em 1939, e os Estados Unidos, que só entraram na guerra no fim de 1941, após o bombardeio japonês na Base Naval americana em Pearl Harbour, no Havai, passaram a fornecer à Europa não só armas, munição, veículos e soldados, mas avi5es, tanques de guerra, petróleo, alimentos, vestuário e remédios.
Como resultado, o PIB americano cresceu 6 vezes no período da guerra, de 1941 a 1945, escondendo a inflação. Mas, em 1938 o presidente Roosevelt interveio no mercado e criou duas empresas de financiamento da habitação, a Fannie Mae e a Freddie Mac, para financiar hipotecas a juros reduzidos, garantidas pela Federal Home Administration.
Elas foram usadas por cada presidente que sucedeu a Roosevelt, como um meio de realizar este estranho valor americano que que cada cidadão deve possuir uma casa, não importa quem. Assim, deram permissão legal a essas duas companhias de comprar hipotecas privadas e incorporá-Ias às suas carteiras, as subprimes, ou hipotecas de segunda mão.
Mais tarde, nos governos dos presidentes Lyndon Johnson e Richard Nixon, elas foram estatizadas, ou transformadas em empresas públicas, e venderam ações nas bolsas. As pessoas chamaram esta venda de ações de privatização, mas não foi o que aconteceu. Elas continuaram travestidas de empresas privadas e com o mesmo acesso a uma linha garantida de crédito junto ao Tesouro dos Estados Unidos, com direito a taxas de juros mais baixas do que qualquer de suas concorrentes do setor privado.
Nos anos 70, a inflação prevista por Friedrich Hayek ocorreu, virando o que se chamou então de “estagflação”, misto de estagnação econômica e inflação. Depois da crise do primeiro choque do petróleo dos anos 70, em que os árabes da OPEP decuplicaram os preços do petróleo, o presidente Richard Nixon acabou com o que restava do padrão ouro para regular a moeda americana, o dólar, e adotou o câmbio flutuante.
Os Estados Unidos estavam então com inflação elevada, tendo o Fed, Banco Central americano, subido a taxa de juros para compra de títulos do Tesouro para 6% ao ano, numa política monetária para controlar a inflação. Mais tarde o Fed, sob a presidência de Alan Greenspan, abaixou a taxa de juros dos fundos federais de 6 % em Janeiro de 2001 para 1 %, até junho de 2004, por cerca de 3 anos e meio, causando uma explosão inusitada dos empréstimos hipotecários.
Sem a baixa agressiva e prolongada das taxas de juros pelo Fed, os empréstimos hipotecários não poderiam ter explodido daquela maneira. A política monetária adubou o terreno para várias atividades que não teriam sido viáveis sem aquela facilidade.
Mesmo se as autoridades tivessem mantido controles fortes sobre os empréstimos hipotecários, enquanto ao mesmo tempo criavam dinheiro “do ar rarefeito”, como escreveu Frank Shostak, em artigo publicado no site do Ludwig von Mises Institute em 29.09.2008, e os excessos teriam surgido em algum outro setor”. Os bancos acabariam tendo ativos ruins não-hipotecários. Portanto, a política do Fed foi o ponto crucial do problema.
Assim, antes que culpar os sintomas, o que é necessário é “deixar o mercado trabalhar e fechar todos os buracos que permitem a criação de dinheiro e crédito a partir do nada”, como defende Shostak.
É sempre assim, intervenção do governo traz problemas e as autoridades acham que o remédio é mais intervenção, como ensinou von Mises, jogando sempre a conta para os contribuintes pagar. Eles juram que qualquer outra opção seria devastadora para o já sofredor mercado de habitação.
A razão deste setor estar tão inflado é que os bancos sabiam que a Fannie Mae e a Freddie Mac seriam capazes de comprar qualquer dívida de hipotecas criada pelo sistema bancário. O resultado está no pânico que tomou conta dos mercados mundiais, e que Lula achou que chegaria ao Brasil apenas u’a marolinha e não o tsunami que atingiu a Europa e a Ásia em 6 de outubro de 2008, a “segunda-feira negra”, como foi chamada.
Mas vejam que não estamos falando sobre o fracasso do mercado. A imprensa e o governo americano estão se esforçando para encontrar um culpado para esta calamidade (i) os tomadores de empréstimos privados e (ii) os emprestadores, ou seja, os bancos.
Mas a origem dessa tragédia foi a legislação federal americana. Essas duas companhias, Fannie Mae e Freddie Mac, não são entidades de mercado. Elas foram por muito tempo garantidas pelo Tesouro, ou seja, pelos contribuintes. Assim aconteceu com a atual crise da habitação. Os bancos estão sendo culpados do fiasco inteiro, e o capitalismo está sendo submetido a uma surra.
Mas a causa real permanece, e há só uma razão para a crise que se agravou a esse ponto. A causa está no intervencionismo, como ensinou Ludwig von Mises nos anos 20 do século passado. E acrescento, (i) imprimir dinheiro para comprar duplicatas podres, (ii) estatizar bancos para salvá-los, (iii) investir em infraestrutura para criar empregos não é uma solução de mercado. Isto eqiuivale a apagar incêndio com gasolina.
Só vai prolongar a crise, fazendo sua curva em vez de ser em forma de V, ser em forma de U, com a base dessa letra bem comprida. E a maior parte da conta deverá ser paga pelos mais pobres, através da inflação. Então é preciso cuidado. As reformas financeiras e a regulação do mercado e outras medidas não devem se arriscar a provocar a destruição da fonte desses ganhos de prosperidade, que é o capitalismo.
A maior parte das intervenções, inclusive as políticas casuais, por sua própria natureza, prejudicam em vez de ajudar, em grande parte acrescentando problemas à incerteza e ao risco, que já são tão acentuados, durante esta recessão.
As reações dos governos demonstraram o perigo que as intervenções destinadas a ajudar podem é exacerbar o problema. As intervenções do Tesouro dos Estados Unidos nos mercados financeiros acrescentaram incertezas e reduziram a velocidade de resposta do mercado, que reagindo por si mesmo ajudaria a estabilizar e recapitalizar o sistema.
O governo ignorou contratos e recompensou muitos daqueles cujas decisões erradas ajudaram a criar a desordem. Em consequência das ações do Tesouro, vemos tomadas de decisão erradas no mercado, pois a propriedade do governo de grandes instituições financeiras ameaça substituir decisões de negócios por decisões políticas na administração destas companhias.
Enquanto tais medidas dramáticas podem ser tomadas, elas provavelmente terão sérias consequências adversas. Esses problemas são sintomáticos de três falhas básicas na abordagem atual da crise. Eles são um diagnóstico por demais falho do problema, uma concepção errônea de que os fracassos de mercado são prontamente superados por soluções do governo e um fracasso em concentrar-se nos custos de longo prazo dessas ações.
O Ímpeto de “resolver” os problemas da crise abriu as portas para ações do governo em muitas frentes. Muitas dessas ações têm pouco ou nada a resolver sobre a crise ou as suas causas. Mesmo uma das idéias mais desacreditadas, o protecionismo, ganhou apoio sob a aparência da estimulação da economia. Tal politica seria um grave erro.
Elas não fazem mais sentido hoje do que fizeram há alguns anos e podem levar muito tempo para serem revertidas. O fracasso de inovações financeiras, como seguros apoiados por hipotecas secundárias, problemas causados por modelos de risco que ignoraram o potencial de quedas íngremes nos preços dos imóveis, e a sobrecarga do risco sistêmico, representam claros fracassos de mercado, embora as inovações em finanças também contribuíssem para o crescimento econômico global nas três décadas passadas.
Quem cometeu erros perdeu, e muitos perderam bastante. As instituições que fizeram maus empréstimos e investimentos tiveram grandes perdas em sua riqueza, enquanto os investidores que financiaram essas instituições sem cuidadosa avaliação viram sua riqueza cair para a metade ou muito menos.
As famílias que tomaram empréstimos exagerados também tiveram duras perdas. Considerando as perdas, os atores nesses mercados têm um estímulo forte para corrigir os seus erros na próxima vez. Neste aspecto, muitas ações do governo foram contraproducentes, protegendo atores das consequências das suas ações erradas e impedindo ajustes do setor privado.
As incertezas da confusa política do Tesouro sobre o capital bancário e a estrutura da propriedade, a vontade do governo de modificar contratos de hipoteca e de dívidas, unilateralmente, e a natureza incerta da futura regulação, assim como a ajuda de subsídios impedem a maior recapitalização privada. Antes que resolver problemas, tais politicas tendem a prolongá-Ios.
A reclamação de que a crise foi devida à insuficiente regulação também não é convincente. Por exemplo, os bancos comerciais estavam mais regulados do que a maior parte de outras instituições financeiras, ainda que eles não tenham ido melhor, e de muitos modos pior. Os reguladores ficaram tomados da mesma mentalidade de bolha que os investidores e falharam em usar a autoridade reguladora disponível a eles.
Em parte, devido ao colapso da construção de casas e dos mercados de capitais, a hostilidade aos homens de negócios e ao capitalismo cresceu fortemente outra vez. E ainda, num mundo que é principalmente capitalista, este é “o unico sistema” que pode produzir, além disso, grandes aumentos da riqueza e da saúde, tanto nas nações pobres quanto nas ricas.
Esperamos que os nossos Iíderes não se desviem demais de um sistema econômico global orientado para o mercado. Assim fazendo, arriscar-se-iam a danificar um sistema que nos serviu bem durante 30 anos.
Não existe sistema mais justo que o capitalismo!
Muito obrigado.
Sobre o autor: Salim Mattar, CEO e Presidente do Conselho de Administração da Localiza, é formado em administração de empresas pela FUMEC – Fundação Universidade de Minas Gerais. Foi eleito por dois anos consecutivos “Best CEO” pela Revista Institutional Investor, uma das mais respeitadas publicações financeiras.
Fonte: Libertarianismo
Crise tem as digitais do governo
Para integrantes do Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre, a crise não foi causada pelo capitalismo nem se resolverá com intervenções públicas
PORTO ALEGRE – A crise econômica global não foi causada por erros do capitalismo nem se resolverá por intervenções do governo. Essa interpretação não é a dominante na mídia hoje em dia, mas foi a que mais se viu durante a 22ª edição do Fórum da Liberdade, encontro promovido anualmente pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) do Rio Grande do Sul, que reúne sempre a nata do liberalismo no Brasil. O IEE é formado por jovens empresários que se reúnem para estudar (há leituras obrigatórias) e debater políticas públicas no Brasil. Todos os anos realizam um fórum de dois dias, famoso por abrigar pluralidade de pensamento e trazer grandes personalidades como prêmios nobel de economia, a exemplo de Gary Becker, James Buchanan e Douglass North. A edição deste ano aconteceu entre os dias 6 e 7 de abril.
“Essa é uma crise provocada pelo governo e suas políticas populistas. As digitais do governo estão em todos os lugares”, falou o vice-presidente do IEE, Luiz Leonardo Fração. O populismo estaria no fato de que, desde o governo Bill Clinton, a administração americana incentivou empresas hipotecárias a tomarem riscos excessivos em empréstimos a consumidores com histórico de inadimplência – gerando a crise do subprime. A outra grande digital estaria no fato de que a autoridade monetária americana praticou juros baixos por tempo excessivo, o que deslocou os ativos financeiros de sua base real. “Que crise neoliberal é essa onde o Banco Central mantém os juros artificialmente baixos? Onde títulos privados são garantidos pelo governo? Onde 20 líderes do G-20 se reúnem durante dois dias, emitem uma montanha de dinheiro, e acham que a crise está resolvida? Uma cultura de liberdade é a chave para fugir do caminho da servidão”, concluiu Fração.
O grupo tem a sua linha de pensamento, mas valoriza a liberdade e o amplo debate de opiniões. Por isso o nome Fórum da Liberdade e a lista de grandes debates realizados, como o filósofo de direita Olavo de Carvalho e o ex-governador Leonel Brizola falando sobre educação. Ou, como no ano passado, um cientista do painel de mudanças climáticas da ONU (IPCC) debatendo o assunto com outro cientista de uma linha radicalmente contrária, a de que o mundo está esfriando.
A edição deste ano teve menos estrelas e apenas um painel com debate que pôde ser considerado “quente”: o sobre cotas raciais, entre o sociólogo Demétrio Magnoli (contrário) e Frei David Raimundo Santos (a favor), contando ainda com a participação do economista Franklin Cudjoe, de Gana.
O encontro foi aberto pelo ex-presidente mexicano Vicente Fox, que compartilhou o receio do grupo em relação às políticas que estão sendo tomadas para combater a crise. Segundo Fox, colocar muitos limites à criatividade pode ser perigoso e resultar em menor crescimento.
Executivo de sucesso por 15 anos na Coca-Cola, Vicente Fox foi o primeiro presidente da oposição a ganhar eleições no México desde 1920. Conseguiu sair com 70% de aprovação e eleger o sucessor. Para ele, a América Latina, com seus seguidos giros à esquerda ou à direita, acabou se atrasando em desenvolvimento. “O caminho mais rápido entre dois pontos é uma reta”, comparou. E agora, com a crise econômica, há riscos para um retrocesso, defendeu.
“Colocar limites à liberdade, criatividade, às novas ideias, pode ser perigoso. Hoje querem mudar esse sistema que nos deu tanta prosperidade. Tem que fazer como uma cirurgia de alta precisão. Tirar o que está ruim e preservando o resto”, sugeriu. Segundo ele, o caminho para a prosperidade é conhecido: poupança, investimento e geração de emprego. “É preciso muito cuidado para, nessa época de turbulências, não adotar a solução errada”, advertiu.
Fox destacou as vantagens que o acordo do Nafta teve para o México. Segundo ele, em 2006, a balança comercial entre México e Estados Unidos era maior do que a de todos os outros países da América Latina somados. E afirmou torcer para que o seu país entre também no Mercosul, mas criticou a Venezuela, país que já negociou a adesão ao bloco, mas falta a aprovação no parlamento brasileiro. “De vez em quando geramos líderes messiânicos, que têm nostalgia do passado e falam em criar o socialismo do século XXI. Isso são coisas que ficaram no passado, assim como concentrar o poder em uma só pessoa”, criticou o ex-presidente.
Fonte: Jornal do Commercio – PE
Guevara defende liberalismo
Ele tem Guevara no nome, está na América Central, mas divulga as ideias do liberalismo. Otto Guevara Guth, também presente ao Fórum da Liberdade deste ano, foi deputado e fundador do Partido Libertário da Costa Rica e será candidato a presidente na próxima eleição. Ele afirma ter descoberto como fazer suas ideias chegarem mais diretamente à população.
“Eu sou o outro Guevara, totalmente contrário a Che”, brincou Otto. “Descobrimos uma forma sexy, popular de transmitir nossas ideias. Que são poderosíssimas, porque são elas que podem tirar a nossa gente da pobreza”, acredita.
Uma das formas é mostrar que a distância entre pobres e ricos é aumentada pela má atuação das políticas de Estado que existem hoje. “Ricos e pobres devem ter direito que a sua propriedade tenha um título registrado. São os pobres que hoje sofrem por falta de título e com isso não têm acesso a crédito. A outra linha que defendemos é fazer do País uma sociedade de empreendedores. Os ricos têm dinheiro para pagar a advogados, a engenheiros, a estudos de impacto ambiental e todas as regulações absurdas que existem. O pobre não tem dinheiro para isso e fica à margem da produção de riqueza. Creio numa sociedade de empreendedores e para isso o governo deve eliminar as regulamentações absurdas que asfixiam a quem quer trabalhar”, prega.
Para tanto, ele mostra que os empreendedores informais estão fora do mercado formal porque os governos assim o deixam. Seja dificultando o acesso a um título de propriedade seja impondo muitas restrições a abrir uma empresa. “Em lugar de perseguir as pessoas que hoje estão trabalhando e empreendendo, a polícia deveria perseguir aos que roubam, aos que matam. O Estado e a polícia deve ajudar àqueles que querem produzir”, recomenda.
JUROS
O Banco Central está praticando uma taxa de juros acima da desejável, apesar dos recentes cortes. A mensagem dessa vez não vem do vice-presidente José de Alencar, mas de quem já esteve à frente do Banco Central, o economista Gustavo Franco, hoje no comando da gestora de recursos Rio Bravo e que palestrou no Fórum sobre o tema Liberdade e Intervencionismo.
Para Franco, ao contrário de outras crises que o Brasil passou, nesta a inflação está caindo, já que houve uma forte retração de demanda e a desvalorização cambial não foi repassada aos preços. “A oportunidade é para afundar com os juros para valer. E o Banco Central tem procedido com cautela”, criticou.
Fonte: Jornal do Commercio – PE
Seminário para multiplicadores liberais
Pela quarta vez a Juventude Democratas do Rio Grande do Sul realizou em parceria com o Instituto Friedrich Naumann para a Liberdade, o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e o Instituto Liberdade (IL), as vésperas do Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, o Seminário para Multiplicadores Liberais.
O seminário, que aconteceu nos dias 6 e 7 de abril de 2009 teve como objetivo informar os jovens Democratas vindos de todas as regiões do Estado sobre a cultura da liberdade ao ponto de vista liberal bem como a situação atual dos Democratas no cenário político, não somente no Estado do Rio Grande do Sul, mas também em todo o Brasil. Mais de 40 membros da Juventude Democratas marcaram presença, entre eles o presidente da Câmara de Vereadores de Teutônia, região do Vale do Taquari, o vereador Micael Quadros de 23 anos e o vice-presidente estadual da Juventude Democratas, Felipe Diehl (Colinas).
O deputado estadual, Marquinho Lang, começou o seminário com uma palestra sobre “Uma Visão Diferente dos Direitos Humanos”. Ele disse ter orgulho de ser um liberal e destacou que os liberais sabem que o capital faz o social. Segundo Lang, os Direitos Humanos foram uma das maiores conquistas da humanidade, surgidas das lutas do liberalismo nos séculos XVII e XVIII. O deputado Marquinho Lang presidiu a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul no biênio 2007-2008.
Um dos convidados especiais, o jovem vereador de Blumenau/SC, Marcelo Schrubbe, relatou sobre a grande tragédia em Blumenau provocada pela chuva no final do ano e as ações tomadas pela prefeitura, pelo estado e pelo governo para ajudar a população.
Luiz Leonardo Fração, vice-presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE) que realiza anualmente o Fórum da Liberdade em Porto Alegre em parceria com várias outras instituições, também com o nosso Instituto, fez uma palestra sobre “Cultura da Liberdade” – tema do Fórum da Liberdade deste ano.
Na noite do primeiro dia, os jovens tiveram a possibilidade de participar do XXII Fórum da Liberdade. O Fórum é a maior plataforma para debates na América Latina. Neste ano, novamente mais do que 4000 pessoas participaram do evento.
No dia seguinte os jovens tiveram a oportunidade de conversar com o Presidente dos Democratas no Rio Grande do Sul, Deputado Federal Onyx Lorenzoni, que fez uma palestra sobre “O Cenário Político para 2010 e o posicionamento dos Democratas” bem como com o ex-Secretário de Cultura do Estado do Rio Grande, Roque Jacoby, que relatou a sua experiência de gestão na Secretaria do Estado.
O seminário foi encerrado com um almoço. Em seguida, os participantes tiveram novamente a oportunidade de retornar ao XXII Fórum da Liberdade que terminou na noite do dia 7.
Fonte: Beate Bunse, Assessora – Instituto Friedrich Naumann para a Liberdade
Liberdade de Imprensa encerra a série de painéis do Fórum da Liberdade
O último painel do XXII Fórum da Liberdade, que ocorreu nos últimos dias 6 e 7, foi sobre o tema ‘Liberdade de Imprensa e Expressão’. O debate contou com a participação da diretora de redação da Revista Exame, Cláudia Vassallo, do vice-presidente de Programas Internacionais do Cato Institute, Tom Palmer, e do doutor em Direito Tributário, especialista em Finanças das Empresas e mestre em Direito Público, Humberto Ávila. O evento foi promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE).
Cláudia Vassalo defendeu a liberdade de imprensa legal e irrestrita em uma sociedade livre personificada pelo leitor. Para a jornalista, “a imprensa livre e a democracia são indissociáveis. Nas ditaduras, são extintos o tráfego de opiniões e informações”. Quanto aos argumentos contra a livre imprensa, como denúncias e manipulação e corrupção, Cláudia afirmou que o público é o grande júri da mídia, “a mão invisível do leitor sempre funciona”.
Tom Palmer trouxe uma perspectiva política e filosófica para a liberdade de imprensa, abordando três tópicos. Primeiro, que a lei que rege a imprensa deve ser a mesma que rege as pessoas e as empresas em geral. Segundo, que o direito à propriedade é a base em que a imprensa deve trabalhar, como um espaço para o exercício da sua liberdade. Terceiro, defendeu que a mídia deve ser independente do Estado. “Mídia estatal não é mídia livre”, disse.
Humberto Ávila enfatizou a liberdade de expressão existente hoje em contraposição à época da ditadura, quando existia a figura do censor. Ele comentou ser uma coincidência que a Lei de Imprensa esteja em julgamento nesta semana no Supremo Tribunal Federal. Para Ávila, o País precisa caminhar para uma liberdade total de imprensa, uma vez que a Constituição assegura acesso à informação e perguntou: “o que fazer com uma lei que foi concebida em um momento antidemocrático?” Segundo ele, a Lei de Imprensa é incompatível com a Constituição. “A liberdade deve ser de forma ampla e irrestrita ou não é liberdade”, afirmou.
Fonte: Coletiva net






