Agora já é oficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas alternativas viáveis para a próxima eleição. Como escolher, sabendo que nenhuma das alternativas é ideal para levar o Brasil à quinta, quarta ou terceira economia mundial e também não representa aqueles que defendem as liberdades individuais? Pensar em voto nulo não é o caso, pois, segundo os antigos atenienses, “assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum”. Portanto, a minha escolha recai no José Serra, que é o mais capacitado para o cargo. Mas não é só por isso: precisamos livrar-nos da ameaça futura do socialismo “bolivariano”.
Lendo o artigo “Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia”, de Rodrigo Constantino, formado em Economia, com MBA de Finanças, autor de diversos livros e vencedor do prêmio Libertas, em 2009, no XII Fórum da Liberdade, fiquei mais tranquilo com a minha escolha.
A fim de ajudar os indecisos, tomo a liberdade de transcrever trecho do referido artigo:
“Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na polÃtica nacional. PT e PSDB cada vez mais se parecem. Ambos desejam mais governo. Ambos rejeitam o livre mercado, o direito de propriedade privada, o capitalismo liberal. Mas existem algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios – os mais abjetos – para tal meta. O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso. O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto,
Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF, PolÃcia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo! O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na BolÃvia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo. A simbiose entre Estado e Governo na gestão Lula foi enorme. O estrago será duradouro. Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.
Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Sim, Serra tem forte viés autoritário, apresenta indÃcios fascistas em sua gestão no governo de São Paulo, deseja controlar a economia como um czar faria, estou de acordo com isso tudo. Serra representa um perigo para as liberdades, isso é fato. Mas uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas, sim, por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente? Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo ‘bolivariano’?”
Fonte:Â Gazeta de Piracicaba







