Guevara defende liberalismo

sexta-feira, 24 de abril, 2009 20h 03min

Ele tem Guevara no nome, está na América Central, mas divulga as ideias do liberalismo. Otto Guevara Guth, também presente ao Fórum da Liberdade deste ano, foi deputado e fundador do Partido Libertário da Costa Rica e será candidato a presidente na próxima eleição. Ele afirma ter descoberto como fazer suas ideias chegarem mais diretamente à população.
“Eu sou o outro Guevara, totalmente contrário a Cheâ€, brincou Otto. “Descobrimos uma forma sexy, popular de transmitir nossas ideias. Que são poderosíssimas, porque são elas que podem tirar a nossa gente da pobrezaâ€, acredita.
Uma das formas é mostrar que a distância entre pobres e ricos é aumentada pela má atuação das políticas de Estado que existem hoje. “Ricos e pobres devem ter direito que a sua propriedade tenha um título registrado. São os pobres que hoje sofrem por falta de título e com isso não têm acesso a crédito. A outra linha que defendemos é fazer do País uma sociedade de empreendedores. Os ricos têm dinheiro para pagar a advogados, a engenheiros, a estudos de impacto ambiental e todas as regulações absurdas que existem. O pobre não tem dinheiro para isso e fica à margem da produção de riqueza. Creio numa sociedade de empreendedores e para isso o governo deve eliminar as regulamentações absurdas que asfixiam a quem quer trabalharâ€, prega.
Para tanto, ele mostra que os empreendedores informais estão fora do mercado formal porque os governos assim o deixam. Seja dificultando o acesso a um título de propriedade seja impondo muitas restrições a abrir uma empresa. “Em lugar de perseguir as pessoas que hoje estão trabalhando e empreendendo, a polícia deveria perseguir aos que roubam, aos que matam. O Estado e a polícia deve ajudar àqueles que querem produzirâ€, recomenda.
JUROS
O Banco Central está praticando uma taxa de juros acima da desejável, apesar dos recentes cortes. A mensagem dessa vez não vem do vice-presidente José de Alencar, mas de quem já esteve à frente do Banco Central, o economista Gustavo Franco, hoje no comando da gestora de recursos Rio Bravo e que palestrou no Fórum sobre o tema Liberdade e Intervencionismo.
Para Franco, ao contrário de outras crises que o Brasil passou, nesta a inflação está caindo, já que houve uma forte retração de demanda e a desvalorização cambial não foi repassada aos preços. “A oportunidade é para afundar com os juros para valer. E o Banco Central tem procedido com cautelaâ€, criticou.

Fonte: Jornal do Commercio – PE




Para Gustavo Franco intervenção do Estado pode ser ferramenta para reversão da crise mundial

sexta-feira, 24 de abril, 2009 19h 56min

O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, defendeu hoje que a intervenção do Estado pode ser utilizada como uma das ferramentas para a reversão da crise mundial. Para o economista, que teve participação central no sucesso do Plano Real, o socorro aos mercados está entre os papéis do Estado. Franco palestrou na manhã desta terça-feira, durante o painel Liberdade e Intervencionismo, do XXII Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) até hoje, dia 7.

Franco dividiu a mesa com o professor universitário Alberto Almeida e com o filósofo Denis Rosenfield. Para o ex-presidente do Banco Central, ao contrário do que se especula, a crise está longe de representar uma ameaça ao capitalismo democrático. E o Estado deve ser acionado para auxiliar na retomada da normalidade dos mercados. “Mas a intervenção deve ser utilizada apenas em momentos isolados, como na atual instabilidade. Nos demais, cabe ao próprio mercado ajustar-se. É importante entender que esta crise não é a porta para um novo socialismo. Trata-se de um ciclo natural do capitalismo, como tantos outros que já enfrentamosâ€, afirmou Franco.

O filósofo Denis Rosenfield também acredita que a crise será propulsora de um novo ciclo capitalista. Professor de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor de Estado pela Universidade de Paris I Panthéon Sorbonne, Rosenfield alerta para um pensamento crescente entre movimentos de esquerda acirrados pela instabilidade global, que prega conceitos como a relatividade da propriedade privada e o monopólio da definição do que é bom para a sociedade. “Por que o Estado tem o monopolio da decisão do bem? Quando adota esta ideia o Estado passa a ditar a conduta do cidadão. É a tutela estatal, que representa o fim de toda a liberdadeâ€, avalia.

Ainda no painel sobre Liberdade e Intervencionismo o professor universitário Alberto Almeida apresentou a pesquisa que originou o best seller de sua autoria, A Cabeça do Brasileiro. Os dados revelam uma população conservadora, principalmente em suas camadas menos escolarizadas, com um viés mais liberal nas classes mais abastadas: “O problema é que a escolaridade média do povo brasileiro é muito baixa. Se os liberais querem difundir suas idéias devem investir na educação do povo brasileiro. Também é importante mostrar claramente os benefícios de uma sociedade com mais liberdade, pois se o brasileiro é conservador, também é muito pragmáticoâ€.

O painel Liberdade e Intervencionismo foi o terceiro debate do XXII Fórum da Liberdade, que se realiza no Prédio 41, da PUCRS, em Porto Alegre. Na tarde desta terça-feira ocorrem outros três painéis. O sociólogo, jornalista e doutor em Geografia Humana Demétrio Magnoli; o economista Franklin Cudjoe; e o fundador da Educafro – Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes, Frei David Santos debaterão sobre Liberdade de Etnias. Já o vice-presidente de Programas Internacionais do Cato Institute, Tom Palmer; o doutor em Direito Tributário, especialista em Finanças das Empresas e mestre em Direito Público, Humberto Ãvila; e a diretora de redação da Revista Exame, Cláudia Vassallo, participarão do painel sobre Liberdade de Imprensa e de Expressão. A palestra de encerramento será proferida pelo presidente da Localiza Rent a Car S/A, Salim Mattar.

Fonte: Comunique-se




Crise será propulsora de um novo ciclo capitalista, defende Denis Rosenfield

quinta-feira, 09 de abril, 2009 16h 41min

Painel do XXII Fórum da Liberdade debateu o intervencionismo

O filósofo Denis Rosenfield, que palestrou nesta terça-feira, durante o painel Liberdade e Intervencionismo, do XXII Fórum da Liberdade, acredita que a crise será propulsora de um novo ciclo capitalista. Professor de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor de Estado pela Universidade de Paris I Panthéon Sorbonne, Rosenfield alerta para um pensamento crescente entre movimentos de esquerda acirrados pela instabilidade global, que prega conceitos como a relatividade da propriedade privada e o monopólio da definição do que é bom para a sociedade:

— Por que o Estado tem o monopolio da decisão do bem? Quando adota esta ideia o Estado passa a ditar a conduta do cidadão. É a tutela estatal, que representa o fim de toda a liberdade — avalia.

Integraram também a mesa o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco,Gustavo Franco, — que defendeu a intervenção do Estado como ferramenta para a reversão da crise mundial — e o professor universitário Alberto Almeida, que apresentou a pesquisa que originou o best seller de sua autoria, “A Cabeça do Brasileiro”. As informações são do XXII Fórum da Liberdade.

Fonte: Jornal Zero Hora