maio, 2010

CEOs de empresas de TI debateram História do Brasil e Empreendedorismo na Antonio Meneghetti Faculdade

sexta-feira, 21 de maio, 2010 17h 51min

Na mesa de debates, o CEO do Grupo Meta IT, Telmo Costa, e o CEO do Grupo Processor, César Leite, trocaram idéias com o jornalista, sociólogo e escritor Jorge Caldeira sobre a característica empreendedora do povo brasileiro. O evento se deu no dia 16/05, na Antonio Meneghetti Faculdade, município de São João do Polêsine (RS)

O Brasil é um país com uma longa tradição de empreendedorismo e que forma cidadãos com vocação para empreender. Essa foi, em linhas gerais, a mensagem deixada para o público de cerca de quatrocentas pessoas que esteve presente no domingo (dia 16) à mesa redonda “Empreendedorismo e Contribuições Sociais – A História do Empreendedorismo Brasileiro e Novos Desafiosâ€, realizado na Antonio Meneghetti Faculdade (AMF).

O convidado especial do debate foi o escritor, sociólogo e jornalista Jorge Caldeira, autor de obras como “História do Brasil com Empreendedores†e “Mauá, o empresário do impérioâ€. A mesa redonda era composta ainda por outros convidados que conhecem bem o significado de empreender: o presidente do Grupo Meta IT, Telmo Costa, e o presidente do Grupo Processor, César Leite – ambos dirigentes de grandes empresas gaúchas do setor de Tecnologia da Informação -, além do Diretor de Formação do Instituto de Estudos Empresariais, Ricardo Gomes.

Ao início das atividades da mesa redonda, cada convidado teve alguns minutos para dar seu depoimento de abertura. O escritor Jorge Caldeira contou que em seu livro “História do Brasil com Empreendedoresâ€, ele comprova que o Brasil é um país cujo povo tem, desde os tempos do Império, a busca pelo empreender. “A economia do Brasil Colônia crescia mais do que a de Portugal. Ela era desenvolvida não tanto pelo governo mas sim pelos empreendedoresâ€, disse.

César Leite lembrou aos alunos da AMF o quanto o pensamento do autor paulista, Jorge Caldeira, trazia similaridades com as idéias apresentadas pelo presidente do Conselho Científico dessa Faculdade, o Acadêmico Professor Antonio Meneghetti. “Os argumentos levantados por Jorge Caldeira, em muitos momentos, retomam aqueles apresentados pelo cientista Antonio Meneghetti. Em obras como “Economia e Política Hoje – Brasil 2000″, lançado há 10 anos, ele já falava da característica empreendedora brasileiraâ€.

Para o CEO do Grupo Meta IT, Telmo Costa, foi a hora de falar aos jovens presentes sobre sua experiência pessoal como um dos fundadores da empresa de que hoje é sócio. “O empreendedor é movido por uma ânsia pessoal de criar alguma coisa que vai durar mais que eleâ€, conta.

Ricardo Gomes falou que aqueles que desejam empreender no Brasil têm a vantagem de contarem com um país de cultura pacífica. “No Brasil, não conhecemos conflitos sociais e nem religiosos. Somos uma sociedade aberta, liberal, boa, em que, mesmo quando o Estado não consegue realizar, o empreendedor fazâ€.

Entre os temas abordados no debate, intermediados por perguntas do público, estiveram ainda História do Brasil, tacha tributária brasileira, oportunidades para que os jovens possam se tornar empreendedores, cuidados que esses precisam ter para conseguirem sucesso ao empreender e o papel do Governo no apoio ou como um obstáculo ao empreendedorismo. Abordou-se também o perfil do empreendedor brasileiro, que não está identificado apenas com um empresário, dono de uma empresa, mas sim com todo aquele que encontra um significado para sua vida ao encontrar um projeto que possa ajudar a construir, mesmo que esse projeto tenha sido idealizado por outra pessoa. “O importante do sentido de empreender a vida é você acreditar que amanhã ela pode ser melhor dependendo do que você faz hojeâ€, lembrou Jorge Caldeira.
As inscrições para o evento foram realizadas mediante a doação de 1kg de alimento não perecível. As arrecadações obtidas estão sendo destinadas para creches dos municípios de Restinga Seca e São João do Polêsine (RS).




Contexto – Político Meirelles diz que juros podem subir

segunda-feira, 03 de maio, 2010 14h 11min

Figura1

Num sinal claro de alta da taxa de juros, depois de 17 meses, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou ontem que a indexação da taxa Selic é o método mais eficaz para controlar a inflação. A duas semanas da reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), que deverá definir o novo índice (hoje é 8,75% ao ano), ele adiantou apenas que o aumento não será excessivo. O presidente do BC foi um dos astros a passar pelo XXIII Fórum da Liberdade, encerrado ontem em Porto Alegre.

Na palestra especial, Meirelles apresentou indicadores para comprovar a melhora da economia nos últimos anos. Indagado sobre os reflexos de uma possível alta da Selic em ano eleitoral, Meirelles mostrou-se tranquilo. “Hoje, a nação brasileira já tem consciência de que o grande problema é o controle da inflação e não da taxa de juros”, definiu.

Ontem à noite, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou do painel final. Ele analisou questões do liberalismo. Em dois dias, 5 mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos da PUCRS. Com seis temas propostos para entender o mundo, 22 convidados de diferentes linhas do pensamento expuseram ideias plurais sobre o capitalismo e o socialismo.

Fonte: Contexto Politico




Até quando o MST abusará da paciência nacional

segunda-feira, 03 de maio, 2010 14h 07min

Manter o equilíbrio sobre problemas de uma sociedade não é fácil. No Brasil, então, é um exercício diário que exige reflexão e uma síntese das diversas correntes que se digladiam, algumas com vieses ideológicos superados. A utopia de uma sociedade sem classes e onde todos os serviços, a produção e a distribuição dos bens seria atribuição governamental ruiu de maneira fragorosa. O capitalismo persistiu porque só ele permite que as pessoas tenham liberdade para produzir, empreender, ter lucro e construir o seu próprio futuro, sem que a mão do Estado aponte os caminhos. A economia de mercado, a iniciativa privada, o direito à propriedade e o modelo capitalista, enfim, são o melhor e o único modelo do progresso e da satisfação pessoal e coletiva. A desoneração tributária, na crise de 2008/2009, provou que menos impostos animam as vendas e colocam dinheiro no consumo. Por isso é de espantar que passem os anos e um grupo de pessoas continue afrontando o ordenamento jurídico e promovendo desordens. De novo, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) invadiram uma sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), uma agência do Banco do Brasil e duas fazendas no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Em sete dias, 42 ações em 16 estados. Ninguém faz nada porque é um movimento social cuja conduta não deve ser criminalizada. Tudo faz parte de um nebuloso Abril Vermelho, em que todas as liberdades são dadas em nome da democracia que esse grupo renega. O MST não tem razão jurídica e nem responsáveis oficiais e se diz vítima, com a maioria distante das lides do campo. As ações integram o Mês de Luta por Reforma Agrária, em memória do massacre de Eldorado de Carajás, no Pará, em 1996. O governo Lula aumentou os investimentos no campo de R$ 3 bilhões para R$ 10 bilhões. Mas o déficit e os recursos nunca bastam. Nada satisfaz, e o agronegócio deve ser banido, segundo o movimento, um disparate socioeconômico.

Lastimavelmente, os que querem o atraso, um modelo igual a Cuba, estão livres, no Brasil, para desrespeitar a lei e a Justiça. O MST prova que nenhum senhorio é tão absoluto como quando os povos permitem a ação dos tiranos. O País não merece ser uma nova Cuba, menos ainda seguir o modelo do destrambelhado Hugo Chávez e nem se apoiar nas sandices de Evo Morales. Merecemos muito mais. O MST permanece envolto nas brumas de um passado que acabou. É um espectro com viés político que almeja receber, na marra, o que milhões de brasileiros mourejam durante décadas para alcançar. O MST cansou. Está sepultado pela sua própria ignorância para entender que o mundo que preconiza morreu. Como dito por Fernando Henrique Cardoso no Fórum da Liberdade, não se pode ter uma única direção, ainda que se reconheçam alguns acertos, aqui e ali, das correntes ditas à esquerda. Os governos não podem julgar que a sua maior tarefa é tolerar os inoportunos. Como a fazenda roubada nunca é bem aproveitada, que a lei caia com a sua mão forte sobre o MST. Tivemos uma morte aqui no Estado de um infeliz, pobre e confuso invasor de terras. Serviu a quem e para quê? A privação da liberdade e da vida é considerada o maior crime em todos os códigos civilizados. E no Brasil? Para o MST descumprir a ordem e as leis é virtude, é “lutaâ€. Para os que são tementes à Justiça, nada mais do que tirania, injustiça ou imprudência. Liberdade sem juízo, como pratica o MST, é como pólvora em mãos de crianças.

Fonte: Jornal do Comércio




Como escolher o presidente?

segunda-feira, 03 de maio, 2010 14h 03min

Agora já é oficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas alternativas viáveis para a próxima eleição. Como escolher, sabendo que nenhuma das alternativas é ideal para levar o Brasil à quinta, quarta ou terceira economia mundial e também não representa aqueles que defendem as liberdades individuais? Pensar em voto nulo não é o caso, pois, segundo os antigos atenienses, “assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum”. Portanto, a minha escolha recai no José Serra, que é o mais capacitado para o cargo. Mas não é só por isso: precisamos livrar-nos da ameaça futura do socialismo “bolivariano”.

Lendo o artigo “Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia”, de Rodrigo Constantino, formado em Economia, com MBA de Finanças, autor de diversos livros e vencedor do prêmio Libertas, em 2009, no XII Fórum da Liberdade, fiquei mais tranquilo com a minha escolha.

A fim de ajudar os indecisos, tomo a liberdade de transcrever trecho do referido artigo:

“Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na política nacional. PT e PSDB cada vez mais se parecem. Ambos desejam mais governo. Ambos rejeitam o livre mercado, o direito de propriedade privada, o capitalismo liberal. Mas existem algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios – os mais abjetos – para tal meta. O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso. O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto,

Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF, Polícia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo! O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo. A simbiose entre Estado e Governo na gestão Lula foi enorme. O estrago será duradouro. Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.

Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Sim, Serra tem forte viés autoritário, apresenta indícios fascistas em sua gestão no governo de São Paulo, deseja controlar a economia como um czar faria, estou de acordo com isso tudo. Serra representa um perigo para as liberdades, isso é fato. Mas uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas, sim, por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente? Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo ‘bolivariano’?”

Fonte:  Gazeta de Piracicaba